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Integrado na Cátedra Eugénio Tavares, unidade de investigação cocriada pela Universidade de Cabo Verde e pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, o projeto Historiografia da Literatura Cabo-verdiana dedica-se ao estudo dos factos históricos, sociais e culturais que, em Cabo Verde, fundamentam e esclarecem o lento processo de onde emergiu a arte da escrita romântica a partir de meados do séc. XIX até à modernidade desencadeada pelo realismo da década de 1930.

No âmbito das conferências públicas organizadas, entre os dias 23 e 27 de abril de 2018, foi abordado o surgimento de uma Escola incipiente, logo nos alvores do povoamento das ilhas, a continuada aprendizagem da escrita e o seu exercício no espaço administrativo até ao séc. XIX que, graças aos Gabinetes de Leitura (entre outros órgãos culturais), difundia o gosto pela leitura literária e criava as condições objetivas para as diversas orientações expressas pelas poéticas de Claridade, Certeza, “Suplemento Cultural”, “Seló”, poesia militante, até à eclosão das poéticas contemporâneas.

Refletiu-se, igualmente, sobre a referência ao patriotismo da poética clássica de Pedro Cardoso em litigância com o realismo de Claridade. Daí uma ideia de base lapidar que deve convir às conferências, “a riqueza e diversidade das poéticas e estéticas da modernidade cabo-verdiana só se compreendem à luz do demorado percurso histórico que decantou a sua atual maturidade artística.

No âmbito da missão do Professor Doutor Alberto Carvalho, decorreram reuniões de trabalho com Investigadores da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa e quatro conferências públicas - que decorreram na Biblioteca Nacional de Cabo Verde, no Camões, I.P. - Centro Cultural Português (Praia), na Escola Secundária José Augusto Pinto e no Polo do Mindelo da Universidade de Cabo Verde.

A Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa integra a rede de 50 Cátedras Camões no mundo.

 

 Conferencia 19 04 18

 

 

 

 

 

 

 


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