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Considerando a consolidação de uma ação para a sensibilização e a educação linguísticas, a Professora Doutora Amália de Melo Lopes, Professora Auxiliar Aposentada da Universidade de Cabo Verde e Diretora da Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa, partilha importantes reflexões sobre a língua cabo-verdiana.

 

Na nota introdutória, pode ler-se:

Persiste ainda, na nossa sociedade, um sistema articulado de conceções equivocadas sobre o crioulo de Cabo Verde [1] (e os crioulos de um modo geral). Apesar de não terem bases científicas, esses equívocos estão profundamente registados no senso comum e infiltrados em alguns de nós. Por isso, têm desempenhado um papel impeditivo importante na concretização de medidas de política linguística favorecedoras do desenvolvimento da língua cabo-verdiana como sejam a sua oficialização e o seu ensino. Tendo em conta o papel do conhecimento na desconstrução dos mitos, discutem-se 12 dessas ideias [2], mostrando evidências científicas que as contrariam, tendo em vista contribuir para a construção de uma comunidade mais harmonizada em que as línguas de Cabo Verde se possam expandir livremente.

 

Os textos poderão ser acedidos, em linha, na Santiago Magazine:

 

A Professora Doutora Amália de Melo Lopes é Doutora em Linguística (Sociolinguística), pela Universidade de Lisboa, e Mestre em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

 

 


[1] A expressão crioulo de Cabo Verde/ crioulo cabo-verdiano será usada para referir à língua cabo-verdiana em situações históricas ou para tipificar a língua.

[2] Os contra-argumentos dos números 1 a 5 e 7 foram redigidos com base em Pereira, D. (2006). O Essencial sobre os Crioulos de Base Portuguesa. Lisboa. Editorial Caminho. pp. 13-15. e os restantes com base em Lopes, A. (2016). As línguas de Cabo Verde: uma radiografia sociolinguística. Praia. Edições Uni-CV.

 


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